ACARAÚ SEM TERMINAL RODOVIÁRIO, ATÉ QUANDO?

Páginas

Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SAÚDE: Exame reduz mortalidade em 43% em casos de câncer no intestino



Um único exame de reto e da última parte do cólon (partes do intestino) em pessoas entre os 55 e os 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%, revela um estudo que será publicado nesta quarta-feira da revista científica britânica The Lancet.
O estudo, iniciado em 1994 com 170.000 pessoas, mostra também que nesta faixa etária este exame único de diagnóstico, denominado retossigmoidoscopia, reduz a incidência de novos casos da doença em um terço com relação ao grupo que não o realizou.
A sigmoidoscopia consiste em introduzir no ânus um tubo fino e flexível para visualizar o reto e a parte inferior do cólon, com a finalidade de verificar a existência de pólipos. Também é possível retirar, desta forma, os pólipos ou tumores após o exame.
Ao contrário da colonoscopia ou coloscopia, que permite visualizar a totalidade do intestino grosso (cólon), a sigmoidoscopia só permite visualizar a parte final do intestino. Mas os dois terços dos casos de câncer colorretal e de adenomas se situam no reto e na última parte do cólon, acessíveis por este exame.
Cerca de 113.000 participantes fizeram parte do grupo de controle (sem exame) e 57.237 do grupo de intervenção. Nos onze anos de acompanhamento, 2.524 casos de câncer de cólon foram diagnosticados, 1.816 no grupo de controle e 706 no grupo que se submeteu ao exame.
Neste último, a mortalidade foi reduzida em 43% e a incidência da doença diminuiu 33%.
Terceiro mais frequente
O câncer colorretal é o terceiro mais frequentemente diagnosticado no mundo, com mais de um milhão de casos e 600 mil mortes ao ano. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura.
Fonte: Portal IG

quinta-feira, 19 de abril de 2012

SAÚDE: Técnica trata câncer de próstata com mais precisão



Um tratamento que usa ondas de ultrassom concentradas só nas partes da próstata atingidas por tumores demonstrou causar poucos efeitos colaterais, em comparação aos tratamentos-padrão, como cirurgia e radioterapia.

Uma pesquisa financiada pelo governo britânico e publicada na revista "Lancet Oncology" ontem trouxe os resultados do tratamento feito em 42 homens com idades entre 45 anos e 80 anos, com tumores localizados e de grau inicial até agressivo.

Todos passaram por ressonâncias magnéticas, que localizaram as regiões do órgão atingidas por tumores, e pelo ultrassom de alta frequência, que usa calor para destruir o tecido doente.

Entre os que tinham ereções no início do tratamento (35 homens), cerca de 90% mantiveram a função ao final dos 12 meses da pesquisa, sendo que 14 deles precisavam da ajuda de remédios. O tratamento também não causou incontinência urinária.

Até 20% dos homens que passam por cirurgia de retirada da próstata ou radioterapia sofrem de disfunção erétil após o tratamento. Problemas para controlar o fluxo de urina atingem de 30% a 70% dos doentes.

EXPERIÊNCIA NACIONAL
No Brasil, a versão da máquina usada no tratamento, chamada de Hifu (ultrassom com foco de alta intensidade, na sigla em inglês), só existe no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) tem um outro tipo de Hifu, usado para miomas e metástases ósseas.

Gustavo Cardoso Guimarães, diretor de urologia do A.C. Camargo, afirma que 30 pacientes foram tratados com o ultrassom. Desses, 24 receberam as ondas na próstata inteira e seis foram tratados de forma focal, como no estudo britânico.

O urologista afirma que a máquina é a única que permite tratar só uma parte ou algumas partes da próstata e ainda preservar os nervos. "Conseguimos tratar a doença com menor impacto na qualidade de vida."

A dificuldade, diz Guimarães, é se certificar da localização do tumor ou dos tumores. "Fazemos uma ressonância e biópsias em vários pontos da próstata." É preciso também aprimorar os métodos de acompanhamento do paciente após o tratamento, para saber se a doença foi controlada mesmo.

"Podemos fazer exame de PSA [exame de sangue], que não é muito preciso, e biópsias. Há um estudo em andamento na FDA [agência de vigilância sanitária dos EUA] sobre isso."

Marcos Menezes, especialista em intervenções guiadas por imagem do Icesp, afirma que, apesar dos resultados promissores, a técnica testada pelos britânicos ainda é experimental. Para o radiologista, falta precisão ao aparelho específico para tratar a próstata no procedimento.

O Hifu usado no Icesp para miomas e metástases ósseas age junto com uma ressonância magnética, que guia o médico para achar os alvos. "Mas essa técnica, para próstata, ainda está em teste."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SAÚDE: Sono irregular aumenta risco de obesidade, revela pesquisa

Estudo, feito por cientistas da Harvard, foi publicado na revista Science Translational Medicine

Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade.

O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine.
Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente.
Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite.
Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos.
Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano.
A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios.
O artigo Adverse Metabolic Consequences in Humans of Prolonged Sleep Restriction Combined with Circadian Disruption (doi: 10.1126/scitranslmed.3003200), de Orfeu Buxton e outros, pode ser lido por assinantes da Science Translational Medicine.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SAÚDE: Estudo aponta risco de anticoncepcional da Bayer



A Bayer HealthCare Pharmaceuticals informou que atualizou as bulas dos anticoncepcionais contendo drospirenona nos Estados Unidos, seguindo a determinação do órgão regulador americano.
O novo texto alerta que o medicamento com esse hormônio pode estar associado com "risco mais elevado" de tromboembolismo venoso (TEV) do que outros remédios. No Brasil, o laboratório comercializa os anticoncepcionais Yaz e Yasmin com esse hormônio.
A empresa, no entanto, ressalta que "dados clínicos de período de mais de 15 anos e os resultados de estudos de segurança realizados pós comercialização de até 10 anos" reforçam a conclusão da companhia de que os medicamentos são "seguros e eficazes quando utilizados conforme orientação médica".
A Bayer também atualizou as bulas no Canadá, na Austrália e em países da Europa, a pedido de órgãos reguladores locais. Mas isso não deverá ocorrer no Brasil, informa a assessoria de imprensa da empresa, sem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determine a mudança.
A agência brasileira informou que, quando os estudos foram publicados, no ano passado, os médicos foram convocados a denunciarem a formação de coágulos sanguíneos relacionados ao uso de drospirenona. Em seis meses, nenhum episódio foi relatado.
A agência informa ainda que tem acompanhado o caso e solicitou os estudos à FDA. "Até o presente momento, não houve sinal de risco sanitário identificado no âmbito do Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - Notivisa".
O vice-presidente do departamento de Doenças Cerebrovasculares da Associação Brasileira de Neurologia (Abneuro), Rubens Gagliardi, lembra que todo anticoncepcional tem risco de facilitar a trombose, que pode levar ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).
"Esse tipo de suspeita (risco maior de provocar o coágulo sanguíneo) merece um estudo aprofundado, com segmento populacional grande, por três ou quatro anos. O risco de AVC é muito sério. Se for comprovado, deve ser divulgado na bula, sim".
Fonte: Portal IG

terça-feira, 10 de abril de 2012

ACARAÚ: Prédio de Hospital abandonado, "vira elefante branco", e moradores reclamam



Concluído há dois anos, um hospital em Acaraú, na região Norte do Ceará, continua sem funcionar, de acordo com reclamação dos moradores. Segundo a secretaria municipal de saúde, o hospital começou a ser construído em 2002, mas só foi concluído em 2010. No entanto, não foi equipado, assim como ninguém foi contratado para trabalhar.
Em setembro de 2011, os moradores já reclamavam da situação. O secretário de saúde municipal na época, disse que aguardava uma posição do governo do estado. Ontem, segunda-feira (9), o atual secretário de saúde de Acaraú, João Berlezzi, disse que ainda não tem prazo, mas afirmou que está sendo feita uma parceria entre prefeitura e governo do estado e o hospital vai ser inaugurado.


De acordo com o secretário, o município negocia ainda com o governo federal para equipar o hospital. “Posteriormente, nós vamos dividir as clínicas que hoje são disponibilizadas aqui no município, que é ginecologia, obstetrícia, pediatria, cirurgia e clínica médica. Vamos trazer para o hospital municipal as clínicas médica e a clínica cirúrgica”. Ele disse ainda que o hospital deve agregar clínica ortopédica.
A placa já foi até apagada pela ação do tempo. O mato está tomando conta da área externa. Tem até melancia crescendo no pátio, onde deveria estar funcionando o hospital municipal de Acaraú.
Acaraú tem atualmente um hospital que é regional e filantrópico e atende pacientes de seis municípios vizinhos, com uma média de quatro mil pacientes por mês.
Entre os moradores de Acaraú, o sentimento é de revolta. O promotor de eventos, Paulo Sérgio, diz que é “muito triste” ver um posto parado. Já o caminhoneiro, Denizar de Oliveira, observa o fato como um “desrespeito com a população”. “Há bastante tempo que está pronto. Isso é um descaso com o dinheiro público, com o nosso dinheiro”.
Fonte: Portal G1

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SAÚDE: Provab não consegue incentivar jovem médico a trabalhar no interior



O Programa de Valorização Profissional da Atenção Básica (Provab), criado pelo Governo Federal para incentivar a ida de médicos recém-formados para cidades do interior do país, não está conseguindo o objetivo de suprir a carência de municípios que pediram ajuda ao Ministério da Saúde.
Em todo o país existem 7.193 vagas, no entando 1.460 médicos demonstraram interesse, e apenas 460 já começaram a trabalhar. O Ministério da Saúde revela ainda que 2.130 cidades, ou 38% do total, apresentam dificuldades para menter ou expandir o Programa de Saúde da Família.
O Provab oferece bônus de 10% nas provas de ingresso em residências médicas a recém-formados que trabalharem por um ano em cidades do programa. De acordo um balanço do Ministério da Saúde mostra que 233 cidades não atraíram nenhum interessado.
Por esse motivo, a presidente Dilma Rousseff determinou aos ministérios da Saúde e da Educação que preparem um plano para aumentar o número de médicos no país. O governo está convencido de que faltam profissionais e estuda criar ou ampliar faculdades, assim como facilitar a validação de diplomas de quem se formou no exterior, em países como Cuba, Bolívia e Argentina. Outro projeto é abrir mais 4 mil vagas de residência.
No Ceará, 75 municípios já realizaram adesão ao Provab
No Ceará, 16 municípios realizaram adesão ao Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica (Provab), de acordo com estimativa divulgada ontem, 25.01. Outros 89 municípios realizaram seu cadastro, dentro de um dos cinco perfis estabelecidos pelo Edital Nº 8, publicado no DOU de 8 de dezembro de 2011.

O Provab é a maior iniciativa já tomada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, no intuito de prover e fixar profissionais em áreas de maior vulnerabilidade. Por meio deste programa o Governo Federal pretende ofertar em todo o Brasil 2.000 médicos, 1.000 enfermeiros e 700 dentistas para municípios e localidades com déficit de profissionais de saúde. “Acreditamos que o PROVAB será importante para a motivação das novas gerações de profissionais, e fortalecimento da Atenção Básica do Ceará por meio da Estratégia Saúde da Família”, ressaltou a apoiadora do programa no Ceará, Anna Vicente. 

Aos Municípios coube contratar, no mínimo por 12 meses, os profissionais médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas participantes do PROVAB, com remuneração mínima equivalente a praticada pela Estratégia de Saúde da Família, por meio do regime celetista. Moradia, quando necessário, e transporte adequado, além de Unidades de Saúde em boas condições de trabalho, também são responsabilidades dos Municípios.

O Ministério assume as responsabilidades de selecionar os profissionais através de edital público, financiar e coordenar o processo de supervisão dos profissionais de saúde contratados, além de instalar e manter Núcleos de Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde selecionadas pelo Programa. 



Com informações do Portal Ceará Agora

quinta-feira, 29 de março de 2012

SAÚDE DA MULHER: Mudanças hormonais podem desencadear enxaquecas


Enxaqueca: há tratamentos disponíveis antes do remédio
A alteração hormonal é uma das razões que explica o fato de as mulheres serem três vezes mais propensas a terem enxaquecas do que os homens, sugere uma nova pesquisa de Harvard. No Brasil, 20% da população tem a doença. Nos Estados Unidos, 30 milhões sofrem com as dores intensas na cabeça, segundo a National Headache Foundation.
"Existem evidências clínicas e laboratoriais que comprovam essa teoria e uma redução – mas não um desaparecimento – na incidência pós-menopausa”, disse Michael Moskowitz, professor de neurologia da Harvard Medical School, em Boston, em um comunicado da Sociedade de Pesquisa em Saúde da Mulher.
As mulheres que têm enxaquecas podem descobrir que os episódios freqüentemente ocorrem pouco antes ou logo após o início da menstruação. Além disso, os padrões de enxaquecas podem mudar durante a gravidez e/ou a menopausa.
Outros fatores podem aumentar o risco da enxaqueca, veja quais são eles:
- Hereditariedade: pessoas com histórico familiar de ataques dolorosos e, especialmente, aquelas com um ou mais parentes de primeiro grau com enxaqueca, tem significativamente mais risco
Idade: as pessoas geralmente sofrem de enxaqueca entre os 15 e 55 anos, e o primeiro ataque geralmente ocorre antes dos 40 anos
- Condições médicas: certos problemas de saúde, tais como hipertensão arterial, ansiedade, depressão, acidente vascular cerebral e epilepsia têm sido associados com a enxaqueca

Embora não haja cura, a enxaqueca pode ser administrada de forma eficaz com a ajuda de um médico. Muitos medicamentos estão disponíveis para prevenção e alívio da dor e as mudanças no estilo de vida podem eliminar alguns gatilhos que causam a dor de cabeça, disse Moskowitz.
Fonte: Portal IG

quarta-feira, 28 de março de 2012

SAÚDE: Ceará tem o segundo pior desempenho do SUS no Nordeste



São várias as portas de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS) e, em quase todas, a população encontra dificuldades para conseguir atendimento. Isso se reflete no Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS) 2012, divulgado no início deste mês. O Ceará aparece com uma nota de 5,14 - os índices variam de 0 a 10. O Estado ficou em 20º lugar no ranking brasileiro, sendo o segundo pior sistema de saúde do Nordeste, ficando à frente somente da Paraíba. A média do Brasil é de 5,47. 
Já Fortaleza recebeu uma nota de 5,18, o que deixa a Capital na 25º colocação entre as cidades do grupo 1, que reúne os municípios com melhor infraestrutura e atendimento à população na saúde. O IDSUS é usado para medir o acesso do usuário e a qualidade dos serviços da rede pública.
A superlotação das urgências e emergências foi um dos gargalos da saúde pública mais citados por especialistas e gestores da área de saúde ouvidos pelo O POVO. O atendimento prestado pela saúde pública fez, inclusive, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elegê-la como tema da Campanha da Fraternidade deste ano. “Infelizmente, a situação da saúde (pública) é crítica”, comenta José Maria Pontes, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec).
 
Demora
Já estava no fim da manhã e a dona de casa Maria Irisnalda, 33, ainda aguardava pelo resultado dos exames da filha - com suspeita de dengue - na emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Ainda não havia previsão de quando o resultado iria sair nem o horário que seria atendida. Três dias antes, no mesmo hospital, ela chegou às 8 horas e só saiu às 17 horas. “Dou nota zero ao atendimento. Lá dentro está lotado, tem gente em maca nos corredores, cadeiras de rodas ou em pé”.

“Visitamos a emergência do HGF e lá você tem um salão enorme com 79 pacientes aguardando leito”, relata José Maria. O diretor-geral do HGF, Zózimo Medeiros, informa que a emergência da unidade de saúde tem 96 leitos, mas há uma média de 70 pacientes extras nos corredores.
A estimativa é de que seria preciso implantar cerca de 2.400 leitos de internação clínica e de UTI no Ceará para atender a demanda. A informação é do diretor-geral do HGF, Zózimo Medeiros. O presidente do Simec, José Maria Pontes, também avalia que o déficit passa de 2 mil leitos. “Pode ter tido aumento no número de leitos, em termos absolutos, mas não foi suficiente para acompanhar o aumento da demanda”, diz.

O secretário estadual da Saúde, Arruda Bastos, e o coordenador de Gestão Hospitalar da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Helly Ellery, consideram que o índice do IDSUS está defasado, pois os dados foram coletados entre 2008 e 2010. Segundo eles, a qualidade do atendimento do SUS no Ceará melhorou nos últimos anos por conta de investimentos que serão abordados durante a série de matérias.
Serviço 
Para fazer reclamações sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), o telefone nacional da ouvidoria do Ministério da Saúde é 136.

terça-feira, 27 de março de 2012

SAÚDE: Equipes do PSF passarão por avaliação de qualidade

As equipes do Programa Saúde da Família (PSF) passarão por um processo avaliativo. Até o próximo mês de junho, 18 mil equipes serão avaliadas com o propósito de verificar a qualidade e medir os resultados junto a todos os brasileiros. A proposta visa realizar entrevistas com a população e premiar as equipes que obtiverem os melhores resultados.


Atualmente, são 32.625 equipes distribuídas por vários estados do Brasil. Cada equipe é responsável pelo acompanhamento de, no máximo, 4 mil habitantes. A média recomendada é de 3 mil habitantes de uma determinada área e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à Saúde.


O PSF foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1994 com caráter organizativo e substitutivo, fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em profissionais médicos especialistas. Hoje em dia, o programa é entendido como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de Saúde.


Os métodos utilizados na avaliação ainda não foram especificados. Porém, já foi divulgado que as equipes do PSF, melhores avaliadas, poderão receber o dobro dos recursos repassados pela União.


Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), essa avaliação poderá obter um panorama sobre o programa. Atualmente, muitas administrações têm dificuldade em contratar médicos para trabalhar nas equipes porque os salários solicitados são altos e a disponibilidade é baixa.


Vale lembrar que é preciso planejamento prévio e um estudo das necessidades dos Municípios. Cada local apresenta sua realidade e suas respectivas características. Sem estes cuidados os programas poderão passar por dificuldades e falhas sempre. 


Fonte: Portal da CNM

sexta-feira, 23 de março de 2012

SAÙDE: Exame de sangue pode prever ataques cardíacos, revela estudo



Cientistas americanos descobriram células de sangue com formas estranhas em pacientes que sofreram ataque cardíaco, um indício de que o exame de sangue pode ajudar a prever se um paciente está na iminência de uma emergência cardíaca.
O estudo, realizado pelo Instituto Scripps de Ciência Translacional (STSI, na sigla em inglês), demonstrou que as células endoteliais do sangue de pacientes que sofreram ataque cardíaco são anormalmente grandes e deformadas, às vezes contendo múltiplos núcleos.
Por esse motivo, podem ser indicadores confiáveis de um ataque cardíaco iminente, segundo estudo publicado esta semana no periódico Science Translational Medicine.
"A capacidade de diagnosticar um ataque cardíaco é considerada há muito o Santo Graal da medicina cardiovascular", afirmou Eric Topol, principal autor do estudo e diretor do STSI.
Há muito tempo os médicos conseguem identificar fatores de risco, como tabagismo, obesidade e colesterol elevado, que representam para os pacientes maior propensão a desenvolver doença cardíaca, mas não eram capazes de prever ataques iminentes.
O estudo foi feito com 50 pacientes que deram entrada em salas de emergência com ataques cardíacos em quatro hospitais de cuidados intensivos de San Diego, Califórnia, e cujos exames revelaram células sanguíneas com formatos incomuns.
"Com alguma validação adicional, a esperança é desenvolver este teste para uso comercial no próximo ano ou dois", disse o cientista Raghava Gollapudi.
"Este seria um exame ideal para fazer em uma emergência para determinar se um paciente está no limiar de um ataque cardíaco ou prestes a sofrer um nas próximas semanas", acrescentou..
"Até agora nós só conseguimos detectar se um paciente está sofrendo ou sofreu um ataque cardíaco recentemente", emendou.
Os ataques cardíacos são a principal causa de morte nos Estados Unidos, provocando cerca de 800.000 óbitos todos os anos, segundo o Centro americano de Controle de Doenças.
Fonte: Portal IG

quinta-feira, 22 de março de 2012

SAÚDE: Fundação diz que um bilhão deve morrer por fumar até o fim do século



Um bilhão de pessoas devem morrer por uso e exposição ao fumo até o final deste século. O número representa a uma morte a cada seis segundos, de acordo com a previsão da Fundação Mundial do Pulmão e da Sociedade Americana do Câncer, que divulgou um relatório ontem, quarta-feira (21).
Na última década, as mortes pelo uso de tabaco triplicaram, chegando a 50 milhões. Só em 2011, 6 milhões de pessoas morreram, 80% delas em países pobres e em desenvolvimento. De acordo com a fundação, o cigarro e outros derivados de tabaco são responsáveis por 15% das mortes de homens em todo o mundo e 7% entre as mulheres.
As projeções se baseiam no fato de que estudos indicam que o organismo de quem fuma continuadamente fica mais propenso a desenvolver doenças como câncer, ataques cardíacos, diabetes, doenças respiratórias crônicas, entre outras.
A China é o país onde há mais vítimas do fumo. A cada ano, 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência do uso do tabaco. Esse número deve saltar para 3,5 milhões até 2030, segundo as entidades, que elaboram um atlas com dados sobre os efeitos do tabaco desde 2002.
No Brasil, no último dia 13, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação e venda de cigarros com sabor no país, entre eles, os mentolados e de cravo. Os produtos sairão das prateleiras dentro de dois anos.
Para a agência reguladora e entidades de combate ao tabagismo, os cigarros com sabor são usados pela indústria para atrair jovens e adolescentes. Os fabricantes rebatem a crítica e alegam que a proibição vai aumentar o comércio ilegal desses produtos no Brasil.
Conforme o relatório, a indústria do tabaco tem trabalhado em todas as partes do mundo para postergar ou abolir a adoção de medidas contra o hábito de fumar, como propagandas de advertência, leis de restrição ao consumo e introduzindo no mercado produtos ditos de baixo teor. Nos últimos dez anos, 43 trilhões de cigarros foram consumidos e a produção cresceu 16,5% no mesmo período. 
Fonte: Portal G1

sexta-feira, 16 de março de 2012

SAÚDE: Estudo vincula consumo de arroz branco ao diabetes tipo 2



Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado ontem, quinta-feira (15).
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.
Fonte: Portal UOL

quarta-feira, 14 de março de 2012

SAÚDE: Consumo diário de carne vermelha aumenta risco de morte


Carne vermelha: consumo diário aumenta o risco de morrer de doenças cardíacas e de câncer 
Comer uma porção diária de carne vermelha processada pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%, segundo estudo realizado com mais de 120 mil pessoas nos Estados Unidos e divulgado esta semana.
O estudo, feito por especialistas da Universidade de Harvard, em Massachussetts (EUA), dá evidências de que comer carne vermelha aumenta o risco de doenças do coração ecâncer. No entanto, também sugere que substitui-la por peixe e carne de frango pode reduzir o risco de morte prematura.
"Este estudo oferece evidência clara de que o consumo regular de carne vermelha, especialmente carne processada, contribui substancialmente para uma morte prematura", disse Frank Hu, autor principal do estudo, publicado na revista Arquivos de Medicina Interna.
Os cientistas trabalharam com base em dados de um estudo feito com 37.698 homens, acompanhados por 22 anos e de 83.644 mulheres, estudadas por 28 anos. Os participantes foram consultados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos.
Aqueles que comiam uma porção diária de carne vermelha da espessura de um baralho de cartas, demonstraram um risco 13% maior de morrer do que aqueles que não comiam carne vermelha com tanta frequência. Se a carne vermelha era processada, como salsichas ou toucinho, o risco aumentava para 20%.
No entanto, substituir a carne vermelha por nozes provou reduzir o risco de mortalidade total em 19%, enquanto o consumo de grãos integrais ou de carne de ave diminuiu o risco em 14% e o peixe, em 7%.
Os autores afirmaram que de 7% a 9% de todas as mortes no estudo "poderiam ser evitadas se todos os participantes consumissem menos de meia porção diária de carne vermelha total".
A carne vermelha processada demonstrou conter ingredientes como gorduras saturadas, sódio, nitritos e outras substâncias, vinculadas a muitas doenças crônicas, inclusive doenças cardíacas e câncer.
"Mais de 75% dos 2,6 trilhões de dólares em custos anuais de cuidados com a saúde dos Estados Unidos são de doenças crônicas", afirmou Dean Ornish, médico e especialista em dietas da Universidade da Califórnia em San Francisco, em comentário que acompanhou a pesquisa.
"É provável que comer menos carne vermelha reduza a morbidade com estas doenças, reduzindo assim os custos com atenção médica", emendou.
Fonte: Portal IG