ACARAÚ SEM TERMINAL RODOVIÁRIO, ATÉ QUANDO?

Páginas

Mostrando postagens com marcador Estudo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

SAÚDE: Estudo vincula consumo de arroz branco ao diabetes tipo 2



Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado ontem, quinta-feira (15).
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.
Fonte: Portal UOL

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESTUDO: Internet é principal influenciadora na decisão de compra

O levantamento também aponta que produtos relacionados a viagens e lazer são os mais procurados na internet por 61% dos entrevistados

internet é a ferramenta mais influente na decisão de compra de 66% dos consumidores, segundo um estudo global da Fleishman-Hillard em conjunto com a Harris Interactive. De acordo com a pesquisa, a web está à frente de conselhos de amigos e parentes (61%), e-mails (51%), jornais (43%), televisão (42%), mala direta (37%), revistas e rádio, empatados com 28%.

Em relação às redes sociais, 79% dos entrevistados afirmam que ao seguir alguma marca nestes sites estão mais interessados em informações do que receber descontos, que é a preferência de 76% dos consumidores. Outros fatores que motivam esse comportamento são a possibilidade de obter informações exclusivas (73%), receber respostas positivas (69%) e compartilhar conteúdo em geral (67%).

O levantamento também aponta que produtos relacionados a viagens e lazer são os mais procurados na internet por 61% dos entrevistados. Os eletrônicos aparecem em seguida, com 52%. Na web, os sites de busca são as ferramentas mais empregadas por 89% dos entrevistados ao procurarem informações sobre algum produto ou serviço. Os portais das empresas são a preferência de 60% dos consumidores neste quesito, seguidos por sites de opinião (50%), portais de notícias (24%) e fóruns (24%).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ESTUDO: Podemos ficar sem energia no futuro, dizem cientistas



Um apagão eterno. Esqueça o micro-ondas, a televisão e o computador. Nada também de banho quente debaixo do chuveiro elétrico ou de ida de carro até o supermercado. Esse é o futuro se o mundo não começar a investir pesado em fontes alternativas de energia. Claro, isso tudo é um exagero, e a situação do Brasil é bem menos desesperadora. No entanto, o alarme para o fim da disponibilidade de combustíveis fósseis já soou e nos coloca frente a uma importante questão: o que é preciso fazer para não ficarmos sem energia no futuro?

Agora, indicam os especialistas, é hora de pensar nas fontes sustentáveis de energia. "Não tem outro caminho senão investir nas fontes renováveis e na maior racionalidade no consumo de energia", diz Luiz Augusto Horta Nogueira, professor titular do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá e consultor das Nações Unidas em temas energéticos. 

Atualmente, a matriz energética do Brasil é singular se comparada ao panorama mundial. Ao redor do planeta, cerca de 80% da energia é oriunda de combustíveis fósseis. Aqui, esse percentual é de 54%, enquanto o restante é obtido por meios renováveis. O quase equilíbrio atingido pelo Brasil nos coloca em uma situação mais confortável, mas ainda não suficientemente independente. "Se continuarmos assim, até 2050 as reservas de pré-sal descobertas nos últimos anos terão acabado", destaca Horta.

Investir em apenas uma fonte alternativa, entretanto, não é a saída, aponta Júlio César Passos, professor do departamento de engenharia mecânica e coordenador do programa de pós-graduação em engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Para o também pesquisador dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia da universidade (LEPTEN), o país deve investir em uma matriz energética diversificada. "O Brasil ainda depende demais de fontes hídricas. Mais de 80% da energia elétrica do país é gerada por esse tipo de fonte", alerta o professor. 

A dependência de apenas uma fonte é prejudicial ao País, mesmo que essa fonte seja abundante, como no caso da água. Apesar de não explorarmos todo o potencial hídrico do território brasileiro, não podemos ficar dependentes dos reservatórios. Se ficarmos, o risco de blecaute total é bem presente. "Não existe meios de armazenarmos energia elétrica em grande quantidade para épocas de redução dos reservatórios, como é o caso do verão. Por isso é necessário o racionamento de energia nos períodos mais secos", explica.

Para os próximos anos, Passos aponta para o crescimento da utilização da biomassa, por meio do biocombustível. "É a menina dos olhos do governo", declara. Segundo o professor, o País tem o conhecimento necessário, a tecnologia já está disponível e a logística - basicamente, a rede de postos de abastecimento e distribuição - já está instalada no País. Mas Horta diz que espera o crescimento da energia eólica, que deve ter sua capacidade instalada no Brasil multiplicada por seis. De mil megawatts produzidos hoje a partir da energia eólica, a expectativa é que chegue a 6 mil até 2015.

A energia solar também irá ganhar mais destaque no cenário energético nacional, afirmam os pesquisadores. "Até o empresário Eike Batista investiu nisso", comenta Passos. A usina MPX Tauá, inaugurada pelo empresário, fica a 337 km de Fortaleza e tem capacidade para gerar um megawatt de energia, o suficiente para atender 1,5 mil famílias. 

O empresário promete que esse potencial energético irá dobrar em 2012. Para a inauguração da primeira usina de energia solar em escala da América Latina, Eike investiu R$ 10 milhões e utilizou mais R$ 1,2 milhão concedidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sim, é bem caro. O custo inicial, aliás, é o que impede, por enquanto, a popularização desse tipo de energia. Para Passos, o ideal seria seguirmos o exemplo da China, que reduziu os impostos e incentivou a produção por meio de subsídios às fábricas.

Saiba mais sobre as quatro fontes de energia apontadas pelos especialistas como as apostas para o futuro:

Energia hidráulica

É a mais presente no Brasil. É obtida por meio de turbinas hidráulicas acionadas pela força de uma queda d¿água. São classificadas em dois grupos: usinas hidrelétricas (UHE) e pequenas centrais hidrelétricas (PCH), com maior e menor capacidade de produção e reserva de água, respectivamente.

- Vantagens: fonte de energia renovável e confiável; pode contribuir positivamente para os chamados usos múltiplos - abastecimento de água, navegabilidade, irrigação, turismo, lazer, pesca e outros projetos regionais de desenvolvimento; o custo final da energia, com operação e manutenção, é atrativo, mesmo com os custos ambientais e sociais internalizados.

- Desvantagens: dependendo do projeto, pode ocorrer perda de área de terra e de biodiversidade; alteração do microclima; alteração da fauna e da flora; alterações no regime e na qualidade da água; risco de rompimento de barragens; expulsão de populações e perda do equilíbrio socioeconômico local; necessidade de grandes volumes de capital.

Energia eólica

É conseguida com a energia do vento, que movimenta um rotor de hélice ou multipás, que, por meio de um sistema mecânico de transmissão, aciona um conversor (gerador elétrico). O conjunto todo é o que conhecemos como aerogerador. Atualmente, os parques eólicos são responsáveis pela produção de mil megawatts de energia.

- Vantagens: fonte de energia renovável; não emite poluentes; o custo final vem caindo.
- Desvantagens: depende do regime de vento e, por isso, deve ser usada em combinação com fontes mais constantes; quando de pequeno porte, necessita de um conjunto de baterias para armazenamento da energia; pode causar interferências eletromagnéticas nos sistemas de comunicação; eventualmente poluição sonora; morte de aves e interferência em suas rotas migratórias.

Biomassa

É conseguida por meio da queima de derivados recentes do processo da fotossíntese, como a lenha e os produtos da cana-de-açúcar, responsáveis por quase 30% da produção total de energia no Brasil.

- Vantagens: fonte de energia renovável; baixo custo da energia gerada; representa disposição, tratamento, destinação e reciclagem dos resíduos de natureza biológica.
- Desvantagens: para viabilizar o projeto é necessário garantir um volume mínimo e a proximidade da fonte de biomassa; há o risco de competição pelo uso da terra: emissão de CO2 e NOX e partículas; disputa da área plantada, que poderia ser reservada para o cultivo de alimentos.

Energia solar

É dividida em dois tipos: térmica e fotovoltaica.

Energia solar térmica (heliotérmicas): O gerador elétrico é acionado por turbina a vapor, que é acionada indiretamente pelo calor liberado pelos raios solares. 

- Vantagens: baixo impacto ambiental; fonte de energia renovável; não emite poluentes; adequada para suprir eletricidade para pequenas cargas, onde não há viabilidade econômica para a extensão da rede elétrica
- Desvantagens: grande volume de investimento para implantação de plantas com porte comercial; poucas linhas de crédito privadas disponíveis.

Geração fotovoltaica

Conversão da energia existente nos fótons da luz solar em energia elétrica.

- Vantagens: os painéis fotovoltaicos de silício já são uma tecnologia dominada.
- Desvantagens: custo elevado, desenvolvimento comercial ainda depende de vantagens tarifárias por meio de políticas públicas.

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

PESQUISA: Som alto no fone de ouvido ameaça audição de adolescentes, diz estudo


Um em cada quatro adolescentes corre risco de sofrer perda de audição devido ao volume de som colocado no fone de ouvido, segundo uma pesquisa publicada na edição online da revista científica “International Journal of Audiology”.


O processo de perda de audição por exposição a altos volumes é lento e progressivo. “Em 10 ou 20 anos, será tarde demais para perceber que uma geração inteira de jovens está sofrendo com problemas auditivos mais cedo do que o esperado pelo envelhecimento natural”, alerta Chava Muchnik, autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Tel Aviv, em Israel, em material de divulgação.
A pesquisa de Muchnik analisou os hábitos de 289 adolescentes com entre 13 e 17 anos, por meio de questionários e medindo o volume que eles usam para ouvir seus aparelhos portáteis em ambientes silenciosos ou barulhentos.
O estudo constatou que 80% deles usam fones de ouvido com frequência. Por dia, 21% ouvem música entre uma e quatro horas por dia e 8% utilizam o aparato por mais de quatro horas consecutivas. O resultado disso é que 25% dos participantes estão sob sério risco de perda auditiva.
Segundo Muchnik, há no mercado modelos que chegam ao volume de 129 decibéis. Ela sugere que a legislação europeia, que limita essa capacidade a 100 decibéis, seja adotada também em outros lugares. Outra medida seria chamar a atenção de pais e escolas para o problema, para que eles façam a conscientização dos jovens.
Fonte: Portal G1