ACARAÚ SEM TERMINAL RODOVIÁRIO, ATÉ QUANDO?

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

SAÚDE: Sono irregular aumenta risco de obesidade, revela pesquisa

Estudo, feito por cientistas da Harvard, foi publicado na revista Science Translational Medicine

Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade.

O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine.
Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente.
Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite.
Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos.
Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano.
A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios.
O artigo Adverse Metabolic Consequences in Humans of Prolonged Sleep Restriction Combined with Circadian Disruption (doi: 10.1126/scitranslmed.3003200), de Orfeu Buxton e outros, pode ser lido por assinantes da Science Translational Medicine.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PESQUISA: Álcool pode deixar cérebro mais 'ligado' para lidar com testes


Uma pesquisa realizada por psicólogos da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, afirma que beber álcool em quantidades moderadas pode deixar o cérebro mais "afiado" para lidar com atividades que requerem criatividade.
O estudo foi feito com 40 homens de idades entre 21 e 30 anos recrutados de forma voluntária através do site Craigslist. Metade deles foram alcoolizados até atingir concentração de álcool no sangue de 0,075, que é acima do permitido para motoristas na maioria dos Estados americanos. Os demais continuaram sóbrios durante o estudo.
Em seguida, todos os 40 participantes foram submetidos a testes de Associações Remotas de Mednick (RAT, na sigla em inglês), que é uma forma simples e rápida usada por psicólogos para avaliar a solução de problemas criativos.
Os cientistas apresentam três palavras ao entrevistado - por exemplo, "mate", "cadeira" e "bule". O objetivo é encontrar uma palavra comum que possa ser associada a cada um destes termos, como a palavra "chá" (formando a palavra composta "chá-mate" e as expressões "chá de cadeira" e "bule de chá").


No caso da pesquisa feita pela universidade de Illinois, os psicólogos ainda pediram para que cada entrevistado explicasse como chegou à resposta correta - se foi através de algum método de associação ou se foi por um mero "lampejo espontâneo".

Os participantes que estavam alcoolizados conseguiram acertar mais vezes as respostas, do que os sóbrios. O índice de acerto entre as pessoas que haviam bebido era de 58%, em comparação com 42% dos que não tinham ingerido álcool.
Além disso, eles apresentaram respostas de forma mais rápida (12s para os alcoolizados, em comparação com 15s dos sóbrios) e com maior incidência de "lampejos espontâneos". Isso sugere que o álcool pode, em determinados casos, contribuir para que as pessoas encontrem respostas mais rápidas e de forma mais criativa.
O estudo feito pelos pesquisadores Andrew Jarosz, Gregory Colflesh e Jennifer Wiley foi publicado na edição de março da revista científica Clique Consciousness and Cognition.

Os autores do artigo dizem que o resultado é compatível com outros estudos, que sugerem que sonecas tiradas imediatamente antes de tarefas difíceis podem melhorar o desempenho do cérebro na busca por soluções criativas.

Outra pesquisa afirma que um grau menor de concentração também tem mesmo efeito no cérebro. Para os pesquisadores de Illinois, um grau moderado de alcoolização pode contribuir para "desconcentrar" o indivíduo, facilitando soluções criativas.
Fonte: Portal IG

quinta-feira, 29 de março de 2012

CNI: Pesquisa mostra alto índice de satisfação dos brasileiros com a vida



A primeira edição da pesquisa trimestral Termômetros da Sociedade Brasileira, em 2012, divulgada ontem, terça-feira (28), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela alto índice de satisfação dos brasileiros com a vida atual, apesar de ter havido queda de 0,5% em março, frente a dezembro – 104,8 neste mês contra 105,3 no último mês de 2011, considerando-se 100 como base para a pesquisa.
A pesquisa também inclui o Índice de Medo do Desemprego, que em março ficou em 73,5, 3,9% abaixo do de dezembro. Isso significa que os brasileiros estão mais otimistas com a manutenção do mercado de trabalho. O indicador ficou apenas 2,6% acima do menor valor da série, registrado em setembro de 2011. Quanto mais baixo o índice, também de base 100, menor o receio dos brasileiros em relação ao desemprego.
Os números da pesquisa, segundo a CNI, indicam que a crise econômica mundial não chegou à população, embora atinja a indústria do país. Isso ocorre porque, apesar da redução do ritmo de crescimento da atividade econômica, a geração de emprego continua aumentando, assim como a renda e o crédito, o que intensifica o consumo. Outro fator é o crescimento da classe média, que também impulsiona a demanda no mercado interno, segundo os pesquisadores.
A população mais satisfeita com a vida é a da Região Sudeste, diz a pesquisa. O índice de 106,6 ficou praticamente estável em relação ao de dezembro do ano passado (106,1). O otimismo também é maior entre os moradores das cidades com mais de 100 mil habitantes, que ficaram com indicador 106,1.
Quanto ao medo do desemprego, o menor índice é o da Região Nordeste, com 71,8. Isso mostra que o nordestino é o menos preocupado com a possibilidade de aumento do desemprego. Foi justamente o indicador da região que puxou para baixo o índice nacional. O Índice de Medo do Desemprego no Nordeste caiu 11,4% em relação ao de dezembro.
O Índice de Satisfação com a Vida, divulgado a partir deste mês, tem série histórica que remonta a 1999, assim como a do Índice de Medo do Desemprego. A primeira edição dos Termômetros da Sociedade Brasileira ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 e 19 de março.

segunda-feira, 19 de março de 2012

PESQUISA: Mentes distraídas são mais inteligentes, aponta estudo



Se você costuma duvidar da capacidade mental daquele seu amigo que sempre se distrai realizando tarefas simples, reveja seus conceitos. Pesquisa publicada em uma revista especializada de ciência indica que pessoas com mentes dispersas costumam apresentar mais capacidade de “memória de trabalho”. Isso significa que elas são capazes de realizar duas tarefas simultaneamente.

O estudo consistiu em colocar os participantes para pressionar um botão quando determinada letra surgia na tela. Enquanto isso, os pesquisadores os questionavam periodicamente se suas mentes estavam “vagueando”. Ao fim dos trabalhos, os participantes tinham que memorizar uma série de letras interpostas a questões matemáticas simples.

Quem apresentou mais dispersão durante estes testes também obteve melhores resultados na avaliação de memória. A explicação é a seguinte: uma área extra do cérebro é usada quando você faz contas usando dois números, mas não pode escrevê-la e, segundo o DailyMail, esta capacidade é comumente associada a medidores de inteligência, como o QI.

Fonte: Portal Techmundo

sexta-feira, 16 de março de 2012

SAÚDE: Estudo vincula consumo de arroz branco ao diabetes tipo 2



Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado ontem, quinta-feira (15).
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.
Fonte: Portal UOL

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CIÊNCIA: Pesquisa identifica como cérebro seleciona as imagens que queremos ver


No experimento, cinco adultos realizaram atividades que exercitavam sua visão e atenção, enquanto seus cérebros eram escaneados (Thinkstock)
Uma pesquisa americana, conduzida por neurocientistas da universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia,  conseguiu identificar de que maneira as diferentes regiões cerebrais se comunicam para determinar a que devemos dar atenção e o que devemos ignorar.

Saiba mais

LOBO OCCIPITAL
Localizado na parte de trás do cérebro, abriga os principais centros de processamento da informação visual.
LOBO PARIETAL
Área do cérebro que fica no topo do crânio, acima da nuca, responsável pela noção de espaço e pelo pensamento matemático.
Os pesquisadores utilizaram diferentes técnicas de escaneamento cerebral para observar exatamente como o lobo occipital, região que processa a visão, e o lobo parietal, que lida com os sentidos corporal e espacial, trocam informações entre si. A comunicação entre essas duas áreas cerebrais é o que nos permite, por exemplo, selecionar visualmente um certo objeto em uma estante cheia de elementos.
"É impressionante pensar que existe um sistema inteiro trabalhando para descobrir apenas aquilo a que se deve prestar atenção", diz Marlene Behrmann, professora de psicologia da Carnegie Mellon.

Cooperação cerebral — Para realizar a pesquisa, o grupo de cientistas conduziu duas etapas de experimentos com cinco adultos. Em uma das tarefas, os participantes deviam olhar para um determinado ponto no centro de uma tela, enquanto seis outras marcas 'dançavam' em redor do alvo. Em seguida, os voluntários deveriam focar a visão em cada uma das marcas 'dançantes', uma de cada vez. Assim, por meio de escaneamento cerebral, foi possível identificar as regiões responsáveis pela visão e pela atenção e, consequentemente, observar a conectividade entre essas regiões.

A segunda parte do experimento coletou dados anatômicos da substância branca do cérebro — área responsável por transmitir sinais de uma região à outra — enquanto os voluntários tinham seus cérebros escaneados sem realizar nenhuma atividade. Ao comparar estes resultados com os primeiros, os pesquisadores puderam observar a maneira de se comunicar das regiões responsáveis pelo processamento visual e pela atenção.

De acordo com os autores, as observações finais da pesquisa, publicadas nesta terça-feira no Journal of Neuroscience, podem auxiliar especialistas na realização de futuros estudos sobre transtornos como os de déficit de visão e de atenção.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Beber cerveja todo dia faz bem e combate até diabetes



A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio – nutrientes que protegem o sistema cardiovascular.
“Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca – o mesmo que um café com leite integral”, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.
Os especialistas afirmam também que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida.
O estudo, realizado com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos, indica que mulheres podem tomar dois copos pequenos de cerveja por dia, enquanto para os homens estão liberados até três copos. Contudo, o hábito deve estar associado a uma dieta saudável e a exercícios físicos regulares.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Games on-line atrapalham relação conjugal, afirma estudo


Só 'mais meia horinha' pode sim fazer a diferença. Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, jogos online, como World of Warcraft ou Call of Duty, são grandes fontes de tensão e descontentamento no casamento. Nada menos que 75% dos parceiros - principalmente as mulheres - de jogadores virtuais gostariam que eles passassem menos tempo salvando o mundo e se dedicassem mais às atividades conjugais.

"É senso comum que muitos casais enfrentam problemas em torno dos games, principalmente quando os maridos são viciados na jogatina. O impacto é claro", afirma Neil Lundberg, professor responsável pela pesquisa. "Descobrimos que o problema não é quantas horas a pessoa passa jogando, mas sim como esse período impacta a relação entre o casal", completa ele.

O jogo, afirma a pesquisa, pode tomar o tempo das conversas e atividades feitas em conjunto, momentos que aproximam o casal. Com isso, um dos cônjuges se sente abandonado.
Clube do Bolinha — E, quase sempre, é a mulher que fica de fora da festa. Os pesquisadores entrevistaram 349 casais em que ao menos um dos indivíduos é um jogador contumaz. Em 84% dos casais, esse é o homem. E no caso de casais que jogam juntos, em 73% dos casos o homem joga durante períodos maiores.
Chamar a esposa para a brincadeira, aliás, é a saída encontrada pelo estudo para resolver o problema na maioria dos casos. O jogo online tem um efeito positivo na vida de 76% dos casais que compartilham o joystick. Os jogadores, afirmam os pesquisadores, gostam de interagir com seus avatares — sua persona virtual — no universo online.
"Nem todos os videogames são ruins", afirma Michelle Ahlstrom, uma das autoras. "Alguns são divertidos e podem fortalecer a relação com o companheiro. É preciso considerar o conteúdo do jogo, quanto tempo ele exige, como ele afeta o trabalho, o sono e, sobretudo, a relação matrimonial", aconselha Ahlstrom.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Maconha praticamente dobra o risco de acidentes graves no trânsito, relata estudo


Fumar maconha pode quase que dobrar o risco de acidentes graves ou fatais, mas não se sabe qual é a relação entre a droga e acidentes leves
Um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico British Medical Journal concluiu que pessoas que fumam maconha antes de dirigir dobram o risco de provocar acidentes, principalmente colisões graves ou fatais. Os autores do estudo, que foi desenvolvido na Universidade Dalhousie, no Canadá, acreditam que esses resultados possam influenciar em novas abordagens para campanhas contra acidentes no trânsito.
Há um consenso na literatura científica sobre os riscos que existem quando uma pessoa que consumiu maconha dirige, mas, segundo os autores do estudo, há uma grande diferença nos resultados das pesquisas que buscam medir o tamanho desses riscos.
Para estabelecer uma relação entre acidentes no trânsito e consumo de maconha, os pesquisadores analisaram outros nove estudos sobre o assunto que, no total, envolviam mais de 50.000 pessoas de vários países diferentes. Eles concluíram que o consumo da droga quase duplica o risco de colisões que resultam em ferimentos graves ou até em mortes. No entanto, os cientistas não chegaram a uma conclusão sobre os impactos da substância em relação a acidentes menos graves.
De acordo com a pesquisa, os estudos analisados sugerem que a droga prejudica o desempenho de funções cognitivas e motoras que são essenciais para a condução segura de um veículo. Além disso, eles observaram que as taxas de indivíduos que dirigem sob o efeito de maconha, em muitas cidades, vêm aumentando mais do que em relação aos motoristas que dirigem após consumir álcool, embora a bebida alcoólica ainda seja a substância mais perigosa no trânsito.
Os autores do estudo acreditam que este levantamento é importante para uma melhor compreensão sobre os efeitos da maconha em um indivíduo e também em relação aos perigos no trânsito. Eles acreditam que a pesquisa pode ajudar nas políticas públicas e intervenções para a prevenção de acidentes fatais.
Conheça a pesquisa
Título original: Acute cannabis consumption and motor vehicle collision risk: systematic review of observational studies and meta-analysis
Onde foi divulgada: periódico British Medical Journal
Quem fez: Mark Asbridge, Jill A Hayden e Jennifer L Cartwright
Instituição: Universidade Dalhousie, Canadá
Dados de amostragem: 50.000 pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Preconceituosos são menos inteligentes, diz estudo


Um estudo feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, parece ser bastante provocador. A pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes - sim, isso é um eufemismo - são mais conservadoras, preconceituosas e racistas.
O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.
A descoberta aponta para um ciclo vicioso, em que esses adultos com pouca inteligência ‘orbitam’ em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança e que, por sua vez, geram o preconceito. 
As pessoas menos inteligentes seriam atraídas por ideologias conservadoras, segundo o estudo, porque oferecem ‘estrutura e ordem’, o que dá um  certo ‘conforto’ para entender um mundo cada vez mais complicado.
"Infelizmente, muitos desses recursos também podem contribuir para o preconceito", disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.
 Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais são ‘brilhantes’ e nem que todos os conservadores são ‘estúpidos’. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, disse Gordon Hodson.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Parar de fumar é mais difícil sem ter lazer, diz estudo



Parar de fumar é mais difícil para pessoas que não participam de atividades de lazer e também para quem ainda não teve doenças ligadas ao tabaco. Esses foram os principais fatores associados a falhas nas tentativas de deixar o fumo destacados por um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), divulgado na última edição do periódico científico São Paulo Medical Journal.

A pesquisa também indicou que os grupos de apoio contra o tabagismo precisam encontrar estratégias específicas para trabalhar o tema com o público que atendem, levando em conta fatores como idade, sexo e nível de instrução. O trabalho acompanhou, durante seis meses, 100 fumantes em processo de largar o cigarro, dos quais 31 foram bem-sucedidos no período. “A importância de conhecermos as principais dificuldades é que, quando atendemos um paciente que tem essas características, temos de saber que devemos tomar um cuidado especial”, avalia a psiquiatra Renata Cruz Soares de Azevedo, professora da Unicamp e uma das autoras do estudo. Ela ressalta que há poucas pesquisas que falem sobre o que não funciona no tratamento do tabagismo.

Quem tem hábitos como se exercitar, ler, ir ao cinema ou à igreja consegue com mais facilidade ampliar essas atividades para esquecer o fumo. Elas estavam presentes na vida de 71% das pessoas que venceram o vício no estudo na Unicamp. Essa é a relação, diz Renata, que explica o porquê da falta de lazer dificultar tanto o processo. “As pessoas fumam ao menos 20 vezes por dia, e isso ocupa um espaço muito grande. Quando param, têm de preencher o ritual de alguma forma”. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Redes sociais viciam mais do que álcool e cigarro, diz estudo


Usar o Twitter ou atualizar o status do Facebook pode ser mais difícil de resistir que a vontade de fumar ou tomar um copo de cerveja. É o que diz um estudo conduzido pela Booth Business School (Universidade de Chicago) e que tinha como objetivo mensurar o quanto uma pessoa consegue resistir aos desejos e vontades ao longo do dia.
Os resultados foram surpreendentes. A pesquisa percebeu que a força de vontade de uma pessoa para resistir às tentações diminuía ao longo dia, assim como diminuía a resistência ao trabalho. Em contrapartida, entre os desejos “controláveis”, o grupo de pesquisados citou atividades como sexo e impulsos consumistas.
Em entrevista ao The Guardian, o chefe da pesquisa, Wilhelm Hofmann, explicou que a maioria listou vontades como dormir e se divertir como as mais problemáticas. Estes desejos, segundo ele, tendem a trazer certa tensão para a vida de uma pessoa. Isso acontece por que ela precisa controlar o desejo natural de descansar e relaxar para dar conta da carga de trabalho e outras tarefas.
Já o desejo de acessar meios de comunicação, como redes sociais, por exemplo, foram citados entre os mais difíceis de superar. De acordo com Hofmann, apesar do uso frequente das redes sociais não trazer consequências sérias para a vida da pessoa, é capaz de ocupar um tempo considerável do seu dia. Mas, o acesso fácil e gratuito ao Twitter, por exemplo, torna a vontade de engajar neste tipo de atividade mais difícil de ser contornada.
Agora, já no caso da nicotina e do álcool, continuou o pesquisador, os custos envolvidos são maiores para a pessoa, tanto para a sua saúde física quanto financeira. Além disso, é mais complicado ter a oportunidade de fumar e beber ao longo do dia.
A equipe do pesquisador escolheu a cidade de Würzburg (Alemanha) como cenário e distribuiu smartphones para 200 pessoas, entre 18 e 25 anos de idade. O grupo deveria então responder mensagens enviadas pelo time de pesquisadores e listar os desejos que tiveram nos últimos 30 minutos. Também deveriam relatar a intensidade de tal vontade, se conflitava ou não com outras tarefas e se resistiram ou deixaram-se levar por ela.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PESQUISA: Carregar notas de maior valor no bolso ajuda a economizar, diz estudo



O valor das notas que você carrega no bolso pode afetar os seus hábitos de consumo. Quanto maior for o valor da cédula, menos o consumidor se sentirá tentado a gastá-la, segundo um estudo feito por dois professores norte-americanos, e publicado no "Journal of Consumer Research".
Ainda de acordo com o levantamento, quem faz compras com notas "maiores" se sente menos satisfeito, após a compra, do que aquele que usa notas de menor valor.
 Para os pesquisadores e professores de marketing Priya Raghubir e Joydeep Srivastava, que conduziram a pesquisa, isso mostra que as pessoas uma nota grande em mãos acham mais "doloroso" gastá-la.
Os consumidores também preferem receber dinheiro em notas maiores quando a intenção é controlar os próprios gastos.

Na China...

Na China, por exemplo, 150 mulheres com idades entre 25 e 45 anos receberam envelopes contendo uma soma de 100 yuans (a moeda do país).
O dinheiro foi dado de duas formas: um grupo recebeu uma nota de 100 yuans; o outro, uma nota de 50, duas de 20 e duas de 5. Elas foram avisadas de que poderiam guardar o dinheiro ou gastá-lo com um ou mais produtos (as opções de compra incluíam sabonete, xampu, roupa de cama e panelas).
Segundo a pesquisa, 20% das mulheres que receberam a nota de maior valor não gastaram o dinheiro. O índice caiu para 9,3% entre aquelas que receberam as notas de valores menores.

 

As mulheres que receberam as notas de valores mais baixos também se mostraram mais satisfeitas após a compra do que as que receberam notas "maiores".

...e nos EUA

Em outra etapa do estudo, foi feita uma experiência com estudantes americanos. Eles receberam uma pequena quantia em dinheiro que poderia ser usada para comprar doces ou guardada. Uma parte dos estudantes recebeu uma nota de US$ 1 e a outra, quatro moedas de US$ 0,25.
Os estudantes se mostraram mais propensos a gastar quando tinham quatro moedas de US$ 0,25 nas mãos. Entre esses consumidores, 63% usaram o dinheiro para comprar doces. Entre os que receberam notas de US$ 1, 26% compraram doces. A quantia gasta também foi maior entre os que receberam moedas.
Fonte: Portal UOL

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PESQUISA: Menos de 10% dos usuários aprovam a ‘Timeline’ do Facebook, diz estudo



Uma pesquisa que entrevistou 4 mil usuários do Facebook mostrou que apenas 8% deles aprovam a Timeline, o novo perfil do Facebook que organiza os posts do usuário em uma espécie de linha do tempo. O estudo foi divulgado pelo “Daily Telegraph”.
Outros 51% disseram que estavam “preocupados” com o que o novo pode trazer e 8% afirmaram que iriam acabar se acostumando à Timeline.
O Facebook anunciou na ontem, terça-feira (24), que vai implementar a Timeline para todos perfis da rede social nas próximas semanas. O recurso estava disponível mundialmente desde 15 de dezembro de 2011, mas agora será obrigatório. Por enquanto, só não valerá para as páginas corporativas - como de empresas e produtos, que são apresentadas como um mural.
O usuário que ainda não aderiu à Timeline receberá um aviso nesse período e deverá implementar a novidade. Segundo o Facebook no Brasil, a mudança será feita aos poucos.
Ao alterar o perfil para exibir a Timeline, o usuário passará por um período de adaptação de 7 dias, em que somente ele verá o novo visual da página. Durante esse tempo, ele poderá decidir o que quer que as pessoas vejam e adicionar novas informações.
Fonte: Portal G1

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PESQUISA:Mulheres suportam menos dor do que homens, diz estudo



Existe o mito de que, por enfrentar dores como a do parto, as mulheres seriam mais capazes de suportar a dor que os homens. Um estudo realizado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicada no periódico Journal of Pain, diz o contrário: a mulher tem maior sensibilidade à dor que o homem. A pesquisa é importante para refinar os diagnósticos médicos entre os sexos.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sex Differences in Reported Pain Across 11,000 Patients Captured in Electronic Medical Records

Onde foi divulgada: periódico Journal of Pain

Quem fez: David Ruauemail, Linda Y. Liu, J. David Clark, Martin S. Angst e Atul J. Butte

Instituição: Universidade de Stanford, Estados Unidos

Dados de amostragem: 11.000 adultos homens e mulheres

Resultado: Em relação a 47 categorias de diagnóstico de problemas de saúde diferentes, as mulheres relataram sentir dores mais intensas do que os homens em 39
Alguns dos resultados da pesquisa confirmaram o que os médicos costumam observar clinicamente, ou seja, que as mulheres relatam mais dores do que os homens em determinados problemas, como as enxaquecas. Outros dados revelaram que há doenças que, embora não apresentem essa distinção, afetam mais o sexo feminino, como sinusite aguda e dores na coluna.
A equipe de pesquisadores selecionou mais de 11.000 pacientes de ambos os sexos e determinou como 47 categorias de diagnósticos de saúde, que costumam afetar tanto homem quanto mulheres, provocam dor nas pessoas. As dores foram relatadas pelos pacientes antes deles tomarem qualquer medicamento e foram classificadas dentro de uma escala de 1 a 10, sendo que 1 representava 'nenhuma dor' e 10, 'a pior dor que se pode imaginar'. Dos 47 problemas, as mulheres relataram ter níveis mais elevados de dor em 39.
Para os pesquisadores, esse resultado não foi uma surpresa. Outros estudos já haviam identificado que as mulheres sentem mais dor, mas esses levantamentos foram feitos em relação a doenças específicas. "Nós não somos os primeiros a encontrar diferenças de dor entre os sexos, mas nós nos concentramos em intensidade, enquanto a maioria dos estudos anteriores analisou a prevalência", afirma Atul Butte, coordenador do estudo.
"Não está claro, porém, se as mulheres realmente sentem mais dor do que os homens", disse Butte. "Mas elas certamente relatam maiores sensações de dor. Não podemos desconsiderar esses dados, pois eles não falam somente sobre doenças específicas, mas sim de várias". Os autores do estudo ainda pretendem encontrar medidas mais objetivas para calcularem essa diferença observada entre os sexos.