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terça-feira, 6 de março de 2012

COMBUSTÍVEL: Presidenta da Petrobras descarta aumento no preço da gasolina

Maria das Graças Foster: “Não existe ação em curso para aumentar o preço do combustível"

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou ontem, segunda-feira (5), que a estatal não tem planos de aumentar o preço da gasolina e do diesel. “Não existe ação em curso com o governo federal para aumentar o preço do combustível”, disse Graça, em entrevista a jornalistas na sede da Petrobras no Rio de Janeiro, sobre o lançamento do sexto ciclo do Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp.


“Não há previsão de aumento no preço do combustível. A política da Petrobras não será alterada”, respondeu Graça, ao ser questionada sobre a necessidade de reajuste no preço da gasolina vendida pela estatal, após a recente elevação nos preços do petróleo.
Em uma entrevista no fim de fevereiro, Graça sugeriu que considerava necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo.
Graça afirmou nesta segunda-feira que não espera que os preços internacionais do barril de petróleo se mantenham em torno de US$ 123. Para a presidente da Petrobras, US$ 123 será “um pico” e não um patamar nos preços.
Após a afirmação, as ações preferenciais da Petrobras acentuaram as perdas na bolsa de valores brasileira. Às 17h25, os papéis caíam 3,23%, negociados a R$ 25,74. O petróleo Brent para entrega em abril está sendo negociado nesta segunda-feira a US$ 123,81 o barril na NYMEX.
Fonte: Portal IG

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

COMBUSTÍVEL: Vai subir o preço da gasolina


A firmeza de Maria das Graças Foster não deixa dúvida: a presidente da Petrobrás considera necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo. O aumento de novembro, de 10% na gasolina e 2% no diesel – que foi absorvido pela redução de tributos e não chegou ao consumidor final – apenas “suavizou a barriga” da distorção. Um novo reajuste está a caminho.  
“Se você me pergunta: é para corrigir preço? É lógico que é para corrigir preço, a perdurar os patamares vigentes nos últimos seis meses. (…) Não faz sentido imaginar que quem vende – qualquer coisa que seja, uma xícara, um caderno, gasolina, diesel – não repasse ao mercado as suas vantagens e as suas desvantagens”, declara Graça.
Cobra a produção das sondas de perfuração encomendadas pela companhia. “Não trabalhamos com perspectiva de atraso”, afirma Graça. Neste ponto, ela destaca a diferença de estilos que vai marcar a nova fase da Petrobrás. “Tem de pegar em cima. Conhece mosca de boi?” diz, usando a melhor imagem que encontrou para traduzir sua disposição de não dar sossego aos fornecedores. Principalmente “os famosos estaleiros virtuais”.
Depende disso e das novas refinarias a consumação da autossuficiência brasileira, explica. Sem as sondas operando no prazo estipulado, a empresa não consegue atingir as metas de produção, como ocorreu nos últimos três anos. Sem mais capacidade de refino, a Petrobrás é obrigada a importar gasolina para atender ao aumento do consumo. O Brasil, então, não é autossuficiente? “Não está porque tomamos a decisão tardia de fazer crescer o nosso parque de refino”, fala Graça, sem constrangimentos.